segunda-feira, 2 de novembro de 2015

VICIADO EM TECNOLOGIA, É O SEU CASO?



Estava em um super mercado este final de semana e ouvi uma senhora dizendo que estava bastante irritada com seu filho de 10 anos. Ela continuou a falar... Era pleno final de semana e com feriadão e o garoto estava de castigo. A moça que trabalhava no caixa, olhou com hesitação, porque realmente, a senhora estava muito irritada. Ela disse: “o celular é uma extensão das mãos dele” e continuou: “ele conversa com a irmã, dentro da mesma casa, por mensagem.”.

Até ai, encarei como uma criança viciada em tecnologia. Já vi casos em que pessoas não conseguem se distrair ou aproveitar um bom momento, porque o local em que estão não tem internet. Isso foi real. Estive em uma cachoeira, num local próximo de onde moro e havia alguém lá, que quase surtou, porque não havia sinal de internet. No final do dia: nem a cachoeira, nem a internet, mas aborrecimento de sobra...

Afinal, o que havia de tão importante naquele dia, que esta pessoa iria receber via internet, independente do canal. Seria um super contrato de trabalho? Seria uma responsabilidade de trabalho que havia deixado de cumprir? Estaria de plantão no trabalho, podendo ser acionado a qualquer momento? Todas as respostas foram “não”. A conclusão foi puramente: abstinência da internet.

As pessoas estão viciadas e parece que na falta do sinal da rede, bate uma angústia e é exatamente neste momento em que algo catastrófico vai acontecer. Esse vício, por si só, já se constitui algo grave. Pior se torna, quando ele desencadeia uma desenfreada interação com outras pessoas via rede.

Há uma tendência de, por estar de posse de um smartphone e uma conexão, postar a foto de um prato bonito servido no restaurante ou postar a foto de uma cerveja junto com a chave do carro. Lá vem, uma forte onda de curtidas e comentários inúteis. Até aí, já houve uma exposição enorme, tanto para pessoas, como para as próprias empresas donas das redes sociais, que te conhecem mais do que você pensa.

E quando você fica fazendo check in num hospital e dizendo que desistiu da vida? Vi, isso acontecer e observei o comportamento. Duzentos e oitenta e três comentários de força e luta à pessoa que postou. Seria essa uma forma de terapia e de necessidade de ouvir tudo aquilo?

Seja pelo motivo que for, a cada passo que damos na rede, há alguém nos monitorando. Talvez se desconectar um pouco e olhar para as pessoas quando elas falam com você, ao invés de olhar para o celular e só as ouvir, ou fingir que as ouve, seja um hábito mais saudável e certamente, menos perigoso.




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